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  • Pilates no tratamento e prevenção da condromalácia patelar

    Pilates no tratamento e prevenção da condromalácia patelar

    Uma das patologias degenerativas que mais acometem o joelho é a condromalácia patelar, também conhecida como “joelho de corredor”. É caracterizada por dor, edema e crepitação retropatelar, descrita como uma desconfortável sensação rangedora nos joelhos. É um processo degenerativo da cartilagem articular da patela, tornando-se amolecida, tumefeita e esponjosa.

    Assim como por um aumento da sensibilidade local (dor) está associado ao desequilíbrio funcional do músculo quadríceps femural (músculo localizado na coxa), especialmente com a atrofia do músculo vasto medial (esse músculo tem como função principal: estabilização medial da patela, extensão da perna e flexão da coxa) e com o encurtamento do trato iliotibial (que é a união dos músculos glúteo máximo, médio e tensor da fáscia lata).

    É também um termo aplicado à perda de cartilagem, envolvendo uma ou mais porções da patela; sua incidência na população é muito alta, aumentando conforme a faixa etária, sendo mais comum em pacientes do sexo feminino e com excesso de peso.

    A síndrome da dor patelofemural (SDPF) é frequentemente encontrada em indivíduos fisicamente ativos e pode responder por quase 10% dos atendimentos em uma clínica de lesões esportivas. A condromalácia, dentre outras patologias, é uma das causas da dor patelofemural. A reclamação mais importante nos pacientes é a dor na parte da frente do joelho durante atividades como correr, agachar, subir e descer degraus, andar de bicicleta e ao saltar. Uma vez iniciado esse processo patológico, que frequentemente se torna um problema crônico, o indivíduo é forçado a parar com a prática de esportes e outras atividades.

    A cartilagem encontrada na patela é um tecido altamente especializado em resistir a forças de compressão, sendo sua função principal a de facilitar o movimento entre as superfícies articulares. É, porém, facilmente danificada pelas forças de tensão, tendo uma capacidade regenerativa limitada e estando frequentemente envolvida em traumas, patologias inflamatórias e degenerativas.

    Para ficar mais fácil de entender, a condromalácia é produzida pela ação compressiva anormal repetida sobre a cartilagem articular.

    Causas da Condromalácia Patelar

    A causa exata ainda permanece desconhecida, porém segundo a literatura, acredita-se que esteja ligada a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos, que resultam no enfraquecimento e amolecimento da cartilagem envolvida. A condromalácia é produzida pela ação compressiva anormal repetida sobre a cartilagem articular. Esta compressão anormal é derivada da não congruência e da diminuição da área de contato da articulação patelofemoral quando o deslocamento patelar for causado por um relacionamento anatômico e/ou biomecânico anormal.

    As causas de condromalácia encontradas na bibliografia sobre o assunto incluem: Instabilidade articular, trauma direto, fratura, subluxação patelar, aumento do ângulo do quadríceps, músculo vasto medial ineficiente, mau alinhamento pós-traumático, síndrome da pressão lateral excessiva e lesão do ligamento cruzado posterior.

    Os traumas esportivos e o excesso de atividade física, como a sobrecarga de peso ou corridas excessivas também foram citados. Nos pacientes jovens, as lesões da cartilagem, se não forem diagnosticadas e tratadas, podem resultar em osteoartrose prematura (que é quando osso tem contato direto com outro osso sem o “auxílio” da cartilagem que fica entre eles).

    Existem quatro classificações em que a condromalácia pode enquadrar-se:
    – Grau I: amolecimento da cartilagem e edemas.
    – Grau II: fragmentação da cartilagem ou rachaduras com diâmetro inferior a 1,3 cm de diâmetro.
    – Grau III: fragmentação ou rachaduras com diâmetro superior a 1,3 cm de diâmetro.
    – Grau IV: erosão ou perda total da cartilagem da articulação em questão, com exposição do osso subcondral.

    Método Pilates e Condromalácia Patelar

    No método Pilates busca-se promover o alongamento ou relaxamento dos músculos encurtados ou tensionados demasiadamente e o fortalecimento muscular daqueles que estão enfraquecidos. Poucos são os exercícios com impacto. Portanto, na sua grande maioria, os exercícios não causam desgaste articular. Por se tratar de uma atividade que não impõe esse desgaste, cujo número de repetições de cada exercício é reduzido, promove-se a prevenção e/ou tratamento de algumas patologias, especialmente as ocupacionais. Bem como a condromalácia patelar.

    O método tem ganhado cada vez mais adeptos por seus benefícios, tanto para indivíduos com patologias, como para indivíduos saudáveis, bem como esportistas que querem aumentar seu desempenho e reabilitar ou prevenir lesões. No Pilates temos como controlar o movimento, seja a velocidade ou até mesmo nos ângulos a serem trabalhados, isso faz com que possamos aumentar a força muscular, equilíbrio, coordenação motora, flexibilidade, alongamento nas posturas corretas promovendo a melhora e o equilíbrio muscular de quem o pratica.

    Fonte: Revista Pilates